Estudos

Maioria dos jovens que acaba o 12.º ano continua a estudar, 22% estão a trabalhar, 6,8% fazem as duas coisas

por EDULOG


24 de outubro de 2018 |

O mais recente estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência analisa os percursos de inserção escolar e profissional dos alunos após a saída do ensino secundário.

Onde estão os alunos que terminaram o 12.º ano há mais de um ano? De um modo geral, 63,2% continuam a estudar, 22% estão a trabalhar, 6,8% fazem as duas coisas e 6,4% não estudam, nem trabalham.

Para retratar o percurso escolar ou profissional dos jovens que terminaram o ensino secundário em 2017, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) voltou a entrevistar milhares de alunos de escolas públicas e privadas. Os dados do inquérito, realizado entre outubro de 2017 e maio de 2018, são divulgados na publicação “Jovens no Pós-Secundário em 2017”.

Dos 67 410 alunos que em 2017 acabaram o ensino secundário, 61,6% fizeram os últimos três anos do ensino obrigatório em cursos científico-humanísticos, 35% no ensino profissional e os restantes 3,4% frequentaram outras ofertas educativas, como os cursos tecnológicos, de ensino especializado ou vocacionais.

Optavam por continuar a estudar 91,8% dos alunos dos cursos científico-humanísticos e por ingressar no mercado do trabalho 58,2% dos alunos do ensino profissional (incluindo-se em ambas as percentagens os 6,8% de alunos que acumulam estudos e trabalho). Sobre esta “franja” específica de jovens trabalhadores estudantes, a DGEEC acrescenta uma nota: começaram a trabalhar enquanto ainda estavam a estudar no ensino secundário e fizeram-no por razões financeiras.

Independência financeira

A maioria dos jovens do ensino profissional que à data do inquérito estava a trabalhar teve uma integração rápida no mercado de trabalho, sublinha a DGEEC. As razões para começar a trabalhar, para cerca de 70% destes alunos, prendem-se sobretudo com o desejo de independência financeira. Já 25,9% argumentam apenas que não queriam continuar a estudar.

Apesar de não terem prosseguido estudos, estes jovens reconhecem que ter frequentado o ensino secundário aumentou a probabilidade de encontrarem emprego. Dizem-se também muito satisfeitos com as funções que desempenham no trabalho.

Por outro lado, 25,8% dos alunos do ensino profissional optaram por continuar o seu percurso escolar após o 12.º ano. A maioria argumenta ter tomado essa decisão para melhorar a possibilidade de encontrar emprego e para ter a profissão desejada.

Áreas mais procuradas

Há, segundo a DGEEC, pelo menos três áreas promissoras em termos de trabalho. “Produção Agrícola e Animal”, “Artes do Espetáculo” e “Metalurgia e Metalomecânica” apresentam taxas de empregabilidade e/ou prosseguimento de estudos por área de formação profissional frequentada no secundário superiores a 88%.

Analisando a trajetória dos alunos oriundos dos cursos científico-humanísticos, mais de 70% dos que prosseguiram estudos fizeram-no para o ensino superior universitário. “Ciências Sociais, Comércio e Direito”, “Saúde e Proteção Social”, “Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção” e “Ciências, Matemática e Informática” são as áreas mais procuradas. No total, estes cursos representam 80,9% das escolhas.

Nem-nem

Globalmente, 6,4% dos jovens que terminaram o ensino secundário em 2017 não estavam nem a trabalhar, nem a estudar. Entre os alunos do ensino geral, a percentagem dos designados “nem-nem” é de 3,2%; já entre os alunos do ensino profissional a percentagem sobe para os 16%. “Não significando isto, no entanto, que não houvesse da parte da maioria destes jovens interesse em encontrar emprego”, ressalva a DGEEC.

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